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Manejo de plantas daninhas resistentes é tema de mesa-redonda na 15ª Seagro
Publicado em: 22-09-2017
 
Nos últimos anos, o registro de casos de plantas daninhas resistentes a herbicidas tem aumentado em todo o país. No bioma Cerrado, principal região produtora de grãos no Brasil, concentra-se o maior número de casos. Segundo especialistas, a desinformação é a principal responsável por este cenário.
 
O tema foi alvo de discussão em uma mesa-redonda realizada nesta quinta-feira, 21, durante a 15ª Semana Agronômica (Seagro) da Universidade de Rio Verde - UniRV, que começou na quarta-feira, 20 e encerra nesta sexta-feira, 22.
 
 
A principal ferramenta utilizada pelos produtores no controle de plantas daninhas são os herbicidas. De acordo com o pesquisador da área de Herbologia do Instituto Phytus, no Rio Grande do Sul, Ph.D. Rafael Munhoz Pedroso, estas espécies estão cada vez mais difíceis de serem manejadas por criarem resistência ao Glifosato, principal herbicida utilizado pelos produtores brasileiros.
 
Pedrosa explica que a resistência é a capacidade que as plantas daninhas têm de sobreviver e se reproduzir após a exposição à dose de um herbicida, que seria letal a uma população normal da mesma espécie. “A buva, que possui três espécies muito parecidas, e o capim amargoso atingem 90% das lavouras”, disse.
 
Segundo Rafael Munhoz Pedroso, no Brasil a resistência de plantas daninhas atinge as produções agrícolas do Cerrado
 
Segundo Pedroso, a ampla variabilidade genética é uma das principais características das plantas daninhas que permite a adaptação e a sobrevivência em diversas condições ambientais e do agroecossistema. Mas, a preocupação pode ser ainda maior quando a planta daninha cria resistência dupla, ou seja, adquire resistência a mais de um tipo de herbicida. “O uso exacerbado da mesma tecnologia (herbicida) é um dos fatores que causa esta resistência”, afirmou.
 
O produtor rural do Grupo JR Brucceli, Ivan Roberto Brucceli, relatou seus problemas com plantas daninhas. Segundo ele, o capim amargoso e a buva são as duas espécies que atingem a sua produção, mas elas não evoluíram ao ponto de se tornar resistentes aos herbicidas. “No entanto, devido ao longo período de estiagem elas têm se tornado mais tolerantes as tecnologias, trazendo aumento nos custos de produção para o controle, e ocasionando a perda de produtividade das lavouras”, relatou.
 
O pesquisador agronômico em Manejo de Plantas Daninhas da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Dieimisson Paulo Almeida, destacou que é necessária a conscientização técnica dos usuários das tecnologias para que possam fazer o manejo correto. “Para um manejo sustentável de plantas daninhas, é preciso adotar medidas preventivas de combate durante todo o ano. Além disso, é necessário a busca por conhecimento aprofundado e diversificar o uso de tecnologias e manejo, sejam culturais ou mecânicos, pois a resistência surge mais rápido do que novos herbicidas”, finalizou.
 
A 15ª Semana Agronômica (Seagro) é realizada pela Universidade de Rio Verde – UniRV, o Diretório Acadêmico César da Cunha Bastos, a Faculdade de Agronomia e o Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal. O evento conta ainda com o apoio da Sementes Goiás, Grupo Tec Agro, Case IH Agriculture, Delta Rio, BPM, Sindicato Rural de Rio Verde e Sicredi.




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